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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Aço torcido fica mais forte e mais resistente

Torção torna aço mais forte e mais resistente
Todo o segredo para fazer um aço duro e resistente está na organização de seus grânulos. 
[Imagem: Gao Lab/Brown University]
Resistência e ductilidade
A imagem do ferreiro é tradicional: ele coloca o aço na fornalha e, a seguir, martela-o seguidamente para fabricar as peças mais resistentes.
Por mais que o processo industrial possa ter ganho em tecnologia e escala, ele não se distancia muito desse quadro: tudo consiste em forçar os grânulos do aço a se tornarem menores e se "encaixarem" melhor uns nos outros.
Assim, não deixa de ser surpreendente que uma equipe de engenheiros tenha descoberto que é possível fazer um aço ainda melhor.
Yujie Wei e seus colegas da China e EUA descobriram uma forma de tornar o aço mais forte sem comprometer sua ductilidade.
Resistência e ductilidade são ambas propriedades cruciais do aço, especialmente em materiais utilizados em aplicações estruturais - a resistência é uma medida de quanta força é necessária para fazer com que um material se dobre ou deforme, e a ductilidade é uma medida de quanto um material pode se distender sem quebrar.
Um material que não tenha resistência tende à fadiga, quebrando-se lentamente ao longo do tempo. Um material com baixa ductilidade pode quebrar-se repentinamente, causando um falha súbita e catastrófica.
O aço é um dos raros materiais que é simultaneamente forte e dúctil - o problema é que as técnicas para fazer aços mais fortes tendem a sacrificar a ductilidade, e vice-versa.
Torção torna aço mais forte e mais resistente
A superfície do cilindro de aço torna-se mais resistente às fraturas, enquanto o interior retém a ductilidade original. [Imagem: Gao Lab/Brown University]
Têmpera por torção
Yujie Wei pensou além das tradicionais marteladas, e decidiu deformar o aço em seu processo final de fabricação torcendo-o.
Como o movimento de torção deforma a parte externa do metal mais do que a parte interna ocorre uma deformação apenas superficial - imagine os corredores em uma pista: aqueles que ficam nas faixas interiores têm que percorrer uma distância menor.
O resultado é um cilindro de aço com o melhor de dois mundos: a superfície se torna mais resistente às fraturas, porque foi mais trabalhada, enquanto o interior retém a ductilidade original, permitindo que o material dobre-se sem fraturar.
O processo foi feito em laboratório, usando cilindros de alguns centímetros de diâmetro, mas os pesquisadores afirmam que nada indica que o processo não possa ser escalonado para cilindros maiores - só a força para torcê-los é que terá que aumentar proporcionalmente.
Bibliografia:

Evading the strength-ductility trade-off dilemma in steel through gradient hierarchical nanotwins
Yujie Wei, Yongqiang Li, Lianchun Zhu, Yao Liu, Xianqi Lei, Gang Wang, Yanxin Wu, Zhenli Mi, Jiabin Liu, Hongtao Wang, Huajian Gao
Nature Communications
Vol.: 5, Article number: 3580
DOI: 10.1038/ncomms4580

Avião é pilotado com o pensamento

Avião é pilotado com o pensamento
Mãos sobre os joelhos - tudo o que o piloto precisa é pensar no que deseja fazer. [Imagem: A. Heddergott/TU München]
Voando com o pensamento
Aviões já podem ser pilotados apenas com a "força do pensamento" - ao menos em um simulador de voo.
Sem usar volantes, manches, sem pedais e sem apertar um só botão, o piloto faz todo o trajeto programado, incluindo decolagem, ascensão, voo de cruzeiro, aproximação e aterrissagem.
Os comandos são coletados por um capacete cheio de eletrodos que realiza uma eletroencefalografia em tempo real - um algoritmo decodifica os sinais e converte os potenciais elétricos dos eletrodos em comandos.
"Com o controle cerebral, voar pode se tornar mais fácil. Isto reduziria a carga de trabalho dos pilotos e, assim, aumentaria a segurança. Além disso, os pilotos teriam mais liberdade de movimento para gerenciar outras tarefas manuais na cabine," disse o professor Florian Holzapfel, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha.
Holzapfel é coordenador do projeto Brainflight, voo cerebral, em tradução livre.
Experiências de voo cerebral
Até agora, sete participantes, com variadas experiências de pilotagem - um deles sem experiência nenhuma - já experimentaram a tecnologia e comprovaram que controlar um avião usando diretamente as ondas cerebrais é de fato possível, embora talvez ainda sem a precisão suficiente para tirar um brevê.
"Um dos participantes foi capaz de seguir oito de dez alvos com um desvio de apenas 10 graus," disse Tim Fricke, membro da equipe. Vários deles também conseguiram a aproximação para pouso com baixa visibilidade - um dos pilotos pousou com um desvio de poucos metros da linha central da pista.
A equipe agora irá centrar seus esforços no desenvolvimento de uma forma defeedback para o "piloto cerebral".
Normalmente os pilotos sentem resistência e devem exercer um esforço para controlar o avião, o que lhes informa sobre grandes forças impostas sobre a aeronave, geradas, por exemplo, por mau tempo, ou por ventos durante a decolagem e a aterrissagem.
Isso ainda não existe no controle cerebral.

Google fabricará seus próprios carros sem motorista

Google fabricará seus próprios carros sem motorista
O carro do Google tem uma carinha "amigável" para ajudar as pessoas a aceitar a tecnologia. [Imagem: Google/Divulgação]
o virtual para o real
O Google pretende ir mais longe com seus carros sem motorista do que parecia a princípio.
Em vez de adaptar veículos de outras montadoras para a sua tecnologia de direção robotizada, a empresa anunciou que começará a construir seus próprios carros autocondutores.
O carro terá apenas um botão de pára e anda, mas nenhum controle, volante ou pedais. Detalhes sobre como o passageiro inserirá o trajeto no veículo ainda não foram divulgados, mas presume-se que isso possa ser feito pelo celular, tablet ou por uma tela no painel.
As primeiras poucas fotos do veículo mostram um carro urbano com uma carinha "amigável" que lembra os emoticons. Segundo a empresa, o design pretende fazê-lo parecer não ameaçador e ajudar as pessoas a aceitar a tecnologia de autocondução.
O veículo, ainda sem nome, acomoda duas pessoas, terá propulsão totalmente elétrica e, no início do programa, sua velocidade máxima será limitada a 40 km/h para garantir a segurança.
"Estamos realmente entusiasmados com este veículo - é algo que vai nos permitir realmente fazer avançar as capacidades da tecnologia de autocondução, e entender suas limitações," disse Chris Urmson, diretor do projeto de carros sem motorista da empresa durante apresentação do projeto em uma conferência na Califórnia.
Preocupações com a segurança
Mas não é só a aparência da parte frontal do carro que é diferente.
Google fabricará seus próprios carros sem motorista
A fábrica de carros sem motorista já está em pleno funcionamento. [Imagem: Google/Divulgação]
A dianteira do veículo foi concebida para ser mais segura para os pedestres, com um material macio semelhante a espuma em lugar do tradicional pára-choques.
O pára-brisas também é mais flexível, o que pode ajudar a reduzir lesões em casos de acidentes.
O veículo sem motorista usa uma combinação de sensores laser e radar, juntamente com os dados da câmera montada no teto, para dirigir de forma autônoma.
Os trajetos dependerão dos mapas do Google, que já tem roteiros elaborados especificamente para o programa, e testados em frota atual da empresa de veículos sem motorista adaptados - a empresa afirma já ter rodado mais de um milhão de quilômetros com eles.
Para os primeiros testes, serão instalados controles extras para que os pilotos de testes do Google possam assumir o controle se houver um problema - os controles poderão ser plugados e retirados do veículo conforme a necessidade.
A empresa planeja construir uma frota de cerca de 200 carros em uma fábrica em Detroit, para usá-los para uma nova etapa de testes da tecnologia de autocondução, que só agora começará a ser avaliada em condições reais de tráfego urbano.
"Vamos ver estes veículos nas estradas dentro de um ano," garantiu Urmson.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Frase do dia


Marco Aurélio relatará ação do PT anti-Barbosa

Leia a matéria no link abaixo


Comentário bem fundamentado, ajuizado e condenatório (mais uma vez!):

Ricardo Galvão

Quando era para trabalhar os Petistas resolveram roubar, agora que estão presos querem trabalhar.... Piada!


josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O açúcar é o verdadeiro inimigo, e não a gordura

Documentário americano sobre a obesidade pede leis que limitem o consumo de adoçantes daninhos ocultos em alimentos "saudáveis". The Observer

Fed Up
80% dos produtos vendidos nos supermercados dos Estados Unidos têm açúcar adicionado
Reprodução
Por Edward Helmore, em Nova York
Primeiro veio "Uma Verdade Inconveniente". Depois  Nação Fast Food: Uma Rede de CorrupçãoEntão foi Blackfish: Fúria Animal. Cada um mostrava o poder de documentários bem sucedidos, aclamados pela crítica, de modificar as percepções sobre questões polêmicas que vão do aquecimento global aos maus-tratos a animais em cativeiro e o comportamento das gigantes da indústria alimentícia.
Agora vem Fed Up, um filme que examina o problema global do crescimento dos índices globais de obesidade humana e doenças relacionadas à obesidade. O filme, produzido por Laurie David, ex-mulher de Larry David, criador de Seinfeld, e narrado pela jornalista da tevê Katie Couric, pretende contestar décadas de enganos e desinformação patrocinados pela indústria de alimentos sobre dietas e exercícios, boas e más calorias, genes de gordura e estilo de vida.
Quando se trata de obesidade, a gordura pode não ser sua amiga, mas não é tão inimiga quanto o açúcar, diz o consultor científico do filme, Robert Lustig, um neuroendocrinologista, autor e presidente do Instituto para Nutrição Responsável. É uma visão que está conquistando o apoio de médicos.
Um estudo do governo americano descobriu recentemente que 17% das crianças e jovens entre 2 e 19 anos são considerados obesos. Outro previu que as crianças americanas de hoje viverão menos que seus pais. Laurie David, que fez o filme sobre mudança climática Uma Verdade Inconveniente, considera essa estatística "preocupante e trágica".
Segundo Lustig, porém, nem a obesidade nem a gordura são o problema. "A indústria alimentícia quer que você se concentre em três mentiras que a impedem de enfrentar questões de culpabilidade. Uma é sobre a obesidade. A segunda é que uma caloria é uma caloria. A terceira é sobre responsabilidade pessoal.
"Se a obesidade fosse o problema, as doenças metabólicas que geralmente aparecem nos obesos não se manifestariam nos índices verificados na população de peso normal. Mais da metade das populações dos Estados Unidos e do Reino Unido estão experimentando efeitos normalmente associados à obesidade. Se mais da metade da população tem problemas, não pode ser uma questão de comportamento. Deve ser um problema de exposição. E essa exposição é ao açúcar."
O filme afirma que as redes de fast food e os fabricantes de alimentos processados aumentaram a quantidade de açúcar nos alimentos de "baixo teor de gordura" para torná-los mais palatáveis.
O acréscimo de açúcar aumenta o problema não apenas dos grupos de baixa renda, que muitas vezes são associados a questões de saúde relacionadas à dieta, mas para todos os níveis da sociedade, dizem os cineastas. Segundo o filme, as grandes empresas estão nos envenenando com alimentos comercializados sob o disfarce de benéficos à saúde.
A diabetes precoce, uma condição associada à exposição ao açúcar de cana e ao xarope de milho, era virtualmente desconhecida alguns anos atrás. Se os atuais índices continuarem, um em cada três americanos terá diabetes em 2050. "A obesidade custa muito pouco e não é perigosa em si", diz Lustig, que trabalha com a campanha Ação Contra o Açúcar no Reino Unido. "Mas a diabetes custa muito em termos de evolução social, redução da produtividade, custos médicos e farmacêuticos e morte."
Mas enquanto a luta contra a obesidade é liderada pela primeira-dama Michelle Obama, os esforços para conter a indústria de açúcar de modo geral falharam. Em 2003 o governo Bush ameaçou reter verbas para a Organização Mundial de Saúde se ela publicasse diretrizes nutricionais que defendiam que não mais de 10% das calorias de uma dieta diária deveriam vir do açúcar. Além disso, Washington adoçou os lucros dos fabricantes de adoçantes baseados em milho ao conceder bilhões de dólares em subsídios ao setor.
Os cineastas dizem que não é do interesse das empresas alimentícias, de bebidas ou farmacêuticas reduzir o conteúdo de açúcar. "É lucrativo demais", diz Lustig. A indústria farmacêutica fala em tratamento da diabetes, e não em prevenção. "A indústria da alimentação cria uma doença e a indústria farmacêutica a trata. Eles ganham como bandidos enquanto todos nós somos levados à lavanderia."
Lustig diz que há necessidade de leis. O modelo para regulamentação é o álcool, já que o álcool se metaboliza como açúcar e produz muitas das mesmas doenças crônicas, enquanto a gordura é metabolizada de modo diferente.
Mas Lustig acredita que campanhas educativas ou diretrizes do governo por si sós são inadequadas para abordar problemas de abuso de substâncias. "O que é necessário é limitar a disponibilidade para reduzir o consumo e reduzir os problemas de saúde relacionados ao açúcar", diz ele.
As propostas incluem colocar advertências de saúde nas latas de refrigerantes, dar o mesmo tempo de publicidade ao marketing de frutas e legumes e acordos voluntários para reduzir o conteúdo de açúcar.
Lustig diz: "Se a indústria alimentar continuar ofuscando, nunca solucionaremos isto e em 2026 não teremos atendimento de saúde porque estaremos falidos. Os produtores de alimentos terão de ser obrigados. Só há um grupo que pode obrigá-los, e é o governo. Há um grupo que pode obrigar o governo, e é a população".

Mineração no fundo do mar vai começar


Mineração no fundo do mar vai começar















Os nódulos metálicos serão triturados no fundo do oceano e 
sugados para um navio na forma de uma lama.
 [Imagem: Nautilus Minerals]
Mina oceânica
Os planos para abrir a primeira mina do mundo no fundo do oceano estão significativamente mais próximos de se tornarem realidade.
Uma empresa de mineração canadense concluiu um acordo com o governo de Papua Nova Guiné para começar a minerar uma área no fundo do mar.
O projeto polêmico pretende extrair minérios de cobre, ouro e outros metais valiosos de uma profundidade de 1.500 metros.
Enquanto muitos apontam para os "tesouros minerais" no fundo do mar, ambientalistas dizem que a mineração no fundo do oceano será devastadora, causando danos duradouros à vida marinha.
A mineração normal causa danos localizados ao meio ambiente, mas há legislação em todos os países para controlar esses impactos.
Só recentemente a ONU publicou as primeiras regras para tentar normatizar a mineração no fundo do mar.
Minérios submarinos
A mina terá como alvo uma área de fontes hidrotermais onde águas superaquecidas e altamente ácidas emergem do fundo do mar e encontram a água muito mais fria e alcalina do oceano, forçando-a a depositar altas concentrações de minerais.
O resultado é que o fundo do mar na região está coberto de minérios que são muito mais ricos em ouro e cobre do que os minérios encontrados nas minas terrestres, sejam superficiais ou subterrâneas.
Durante décadas, a ideia de minerar esses depósitos - assim como os nódulos ricos em minerais encontrados mais espalhados pelo fundo do mar - tem sido inviabilizada por causa do desafio de engenharia e dos altos custos.
Mas o boom nas operações de petróleo e gás nas últimas décadas levou ao desenvolvimento de uma série de tecnologias avançadas que permitem a exploração em grandes profundidades, ao mesmo tempo em que uma demanda aquecida por metais valiosos tem feito os preços globais das commoditiesminerais disparar.
A empresa Nautilus Minerals tem estado de olho nos minérios do fundo do mar ao largo de Papua Nova Guiné desde os anos 1990. O projeto ficou parado não por questões técnicas, mas devido a desentendimentos com o governo daquele país.
Segundo o acordo assinado agora, o governo de Papua Nova Guiné terá uma participação de 15% na mina oceânica, contribuindo com US$ 120 milhões para cobrir os custos da operação.
Mineração no fundo do mar vai começar
Esta será a maior máquina da mina oceânica, um triturador de 310 toneladas. [Imagem: Nautilus Minerals]
Primeira mina no fundo do mar
A mina, conhecida como Solwara-1, será escavada por uma frota de máquinas robóticas controladas a partir de um navio na superfície.
O plano consiste em quebrar a camada superior do fundo do mar de modo que o minério possa ser bombeado para cima como uma lama.
Para quebrar as rochas e raspar o fundo do mar será empregada a maior máquina da mina, um triturador pesando 310 toneladas, que trabalhará 24 horas por dia.
De acordo com a Nautilus, a mina terá um impacto ambiental mínimo, o equivalente a cerca de 10 campos de futebol e com foco em uma área que é suscetível de ser rapidamente recolonizada pela vida marinha.
Mas esta será a primeira tentativa de extrair minério do fundo do oceano, de modo que a operação - e as garantias da empresa sobre os impactos - serão vigiados de muito perto.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Arquiteto russo projeta edifício que ajuda a despoluir o ar


De que maneira a presença humana pode reduzir o impacto ambiental no planeta? Usando a tecnologia, algumas respostas a essa pergunta começam a aparecer. Uma delas é o projeto do Hyper Filter Skyscraper, um edifício que absorve gases poluentes e devolve oxigênio para a atmosfera.
A construção é revestida com uma camada exterior formada por tubos e filtros. Este sistema permite ao prédio desempenhar função semelhante à respiração humana, porém com sentido inverso. A estrutura filtra dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa e, após processos químicos, devolve oxigênio para o ar.

As substâncias nocivas resultantes do processo de “limpeza” do ar são armazenados em pequenos reservatórios para uso na indústria química. O projeto é o arquiteto russo Umarov Alexey, saiba mais aqui.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Casa-contêiner pode ser montada em três horas

A empresa JayZ Building Solutions, de Melbourne, Austrália, trouxe uma solução inovadora para casas modulares e pré-fabricadas. Utilizando contêineres, eles desenvolveram residências que podem ser montadas em menos de um minuto.
A empresa já é conhecida por fornecer alojamentos, escritórios, ambulatórios e escolas em regiões remotas e sem infraestrutura.
As residências possuem duas opções de planta: uma com tamanho de um contêiner de 20 pés, tendo um dormitório e 25 metros quadrados, e, a outra, no tamanho de um contêiner de 40 pés, com três dormitórios e 82 metros quadrados. Ambas podem ser transportadas por navios e caminhões em todo o mundo. Elas podem servir como habitação provisória, permanente ou até mesmo como extensão de outra estrutura já existente.
As casas modulares podem ser descarregadas dos caminhões, utilizando empilhadeira, guindaste ou caminhão auto-descarga. O modelo InstantSlide é montado apenas com um aperto de botão, em menos de um minuto, já o modelo Butterfly, leva cerca de três horas.

As residências, construídas em aço no sistema Steel Frame, ficam ilesas à ação de ciclones e terremotos, e possuem vida útil de cinquenta anos. Elas também cumprem com todas as normas de construção da Austrália, levando em conta questões de sustentabilidade, como eficiência energética. Equipadas com janelas de vidros duplos, as casas-contêineres possuem isolamento térmico e acústico, e o revestimento do piso é todo feito em bambu.
A empresa também produz residências modulares de tamanhos maiores sob encomenda.
Mayra Rosa - Redação CicloVivo

Otimismo na Bíblia

"Pois o certo é que
Deus não rejeita o íntegro
e não fortalece as mãos
dos que fazem o mal. 
Jó 8:20

Entregue suas preocupações ao Senhor,
e ele o susterá;
jamais permitirá que o justo venha a cair. 
Salmos 55:22

Ainda que eu passe por angústias,
tu me preservas a vida
da ira dos meus inimigos;
estendes a tua mão direita e me livras. 
Salmos 138:7

Quem segue a justiça e a lealdade
encontra vida, justiça e honra. 
Provérbios 21:21

Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; 
Hebreus 10:35-36

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. 
Romanos 8:28

Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". 
Josué 1:9

Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido. 
1 Coríntios 13:12

Tudo posso naquele que me fortalece. 
Filipenses 4:13

Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. 
Efésios 4:29

Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. 
Lucas 21:27

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. 
Gálatas 5:1

Os que confiam no Senhor
são como o monte Sião,
que não se pode abalar,
mas permanece para sempre. 
Salmos 125:1

Em Deus, cuja palavra eu louvo,
em Deus eu confio e não temerei.
Que poderá fazer-me o simples mortal? 
Salmos 56:4

Pois tu és a minha esperança,
ó Soberano Senhor,
em ti está a minha confiança desde a juventude. 
Salmos 71:5

O Senhor é bom,
um refúgio em tempos de angústia.
Ele protege os que nele confiam, 
Naum 1:7

Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos depositado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, 
2 Coríntios 1:10

"Mas bendito é o homem
cuja confiança está no Senhor,
cuja confiança nele está. 
Jeremias 17:7

Mas, quanto a mim,
ficarei atento ao Senhor,
esperando em Deus, o meu Salvador,
pois o meu Deus me ouvirá. 
Miquéias 7:7

Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá. 
1 João 5:14

Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir. Portanto, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor. Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor. 
2 Coríntios 5:5-8

A alegria das crianças na Amazônia

Posted: 19 May 2014 
Fernando Borges, voluntário do projeto Salva-Vidas Amazônia, documentou o trabalho de profissionais ligados a diversas áreas do saber que se dedicam voluntariamente, às comunidades ribeirinhas com o objetivo de minimizar o sofrimento da população que vive nos lugares mais difícieis da Amazônia. Segundo o fotógrafo mineiro que deixou tudo em São Paulo e está há um ano na Amazônia, o que mais lhe chamou a atenção foi a alegria das crianças.
Fotos: Fernando Borges/SalvaVIdasAmazônia

domingo, 18 de maio de 2014

O silêncio ao redor "A desigualdade social brasileira continua um escândalo"


"Intelectuais que sempre fizeram o contraponto progressista reagem agora entre a indiferença e a prostração. Jorge Furtado, pergunta: quando o Brasil foi melhor?

Saul LeblonCarta Maior

A impressão de que o governo fala sozinho, cercado por um jogral ensurdecedor, ora raivoso, ora repetitivo, mas de qualquer forma  onipresente,  não é  fortuita.
É isso mesmo,  se a percepção se basear  apenas na emissão veiculada pelos jornais, tevês e emissoras de rádio que  ecoam o monólogo  do ‘Brasil aos cacos’.

Mas já foi diferente?  Em 1989, talvez, quando o Jornal Nacional editou o famoso debate final da campanha, às  vésperas do voto? Ou em 2002, quando  George Soros assegurava, com exclusividade para a Folha,  que era  Serra  ou o caos?

Talvez em 2006, sob o cerco do ‘mensalão’? Ou então em 2010, quando a Folha se lambuzou na ficha falsa da Dilma e Serra convocou  Malafaia como procônsul para assuntos relativos a moral e aos bons costumes?

Então o que mudou para que o ar pareça tão mais carregado, a ponto de ser necessário, às vezes, cortar com faca o noticiário para  enxergar  além da derrocada iminente que se anuncia?

Algumas coisas.

Vivemos uma transição de ciclo econômico.

Em parte pela reversão do quadro internacional, em parte pelo esgotamento de suas dinâmicas  internas, o desenvolvimento brasileiro  terá que se repensar para retomar uma trajetória de longo curso.

Trata-se de recompor  as condições de financiamento da economia. E  depurar  prioridades  em direção à maior eficiência logística e melhor qualidade de vida.

Não é café pequeno.

A expectativa provoca arrepios nas  carteiras graúdas.

Não será  mais possível, por exemplo,  prosseguir apenas com o impulso das exportações de commodities, cujos preços triplicaram  no mundo desde 2003  --os do petróleo quadruplicaram, mas  os agrícolas cresceram mais de 50%.

Tampouco a liquidez internacional promete ser tão generosa  a ponto de dissipar as contradições internas  em um jorro de  crédito apaziguador que tudo sanciona.

Os donos do dinheiro precificam as ameaças incrustradas nesse  duplo esgotamento, que escancara a natureza paralisante da hegemonia rentista sobre  o país.

Dispostos a não ceder, operam a plenos decibéis para sufocar a evidência de que seu privilégio entrou na alça de mira de uma encruzilhada histórica.

Aconteceu antes, em 32 e 53 – quase como uma revolução burguesa à revelia das elites; foi resolvido com o patrocínio do capital estrangeiro em 55; reprimido em 64; ordenado ditatorialmente  nos anos 70 e terceirizado aos livres mercados nos anos 90.

A seta do tempo ensaia  um novo estirão.

O desafio, antes  de mais  nada,  é de natureza política.

A coerência macroeconômica da  travessia será  dada por quem reunir  força e consentimento para assumir a hegemonia do processo.

Não por acaso, na abertura do 14º Encontro dos Blogueiros e Ativistas Digitais, nesta 6ª feira, Lula  resumiu tudo isso em uma frase:

‘Sem reforma política não faremos nada neste país’.

E ela terá que ser construída pela rua.  ‘Por uma Constituinte exclusiva’, adicionou o ex-presidente da República:  ‘Porque o Congresso que está aí pode mudar uma vírgula aqui, outra ali. Mas não a fará’.

Não é um capricho ideológico.

Trata-se de dar  consequência institucional às demandas e protagonistas que iniciaram a longa viagem à procura de um outro país, a partir das greves metalúrgicas do ABC paulista, nos anos 70/80.

 E que agregaram mais 60 milhões de brasileiros pobres a esse percurso desde 2003.

Um passaporte da travessia consiste em regenerar a base industrial brasileira.

E tampouco aqui  é contabilidade.

Para a economia gerar empregos e salários de qualidade, ademais de receita fiscal compatível com as urgências sociais e logísticas, é vital recuperar o  principal polo irradiador de produtividade em um sistema econômico.

O pressuposto  para um aggiornamento  industrial é  juro baixo,  câmbio desvalorizado e controle de capitais.

Grosso modo, esse é o  tripé que afronta o outro, da  alta finança, baseado em arrocho fiscal, câmbio livre e juro alto.

Todo o círculo de interesses que orbita em torno do cassino  está  mergulhado até o pescoço na guerra preventiva contra o risco de uma reciclagem subjacente à eleição de outubro.

Essa é uma singularidade  que distingue e radicaliza a presente disputa sucessória  --feita em condições internacionais adversas--  a ponto de tornar o ar quase irrespirável.

Por trás dos ganidos emitidos pelo colunismo isento (ideológicos são os blogueiros)  há um cachorro grande a soprar seu bafo sobre o cangote da sociedade.

O capital rentista.

Ele lucrou,  limpo, acima da inflação, 18,5% em média, ao ano, no segundo governo FHC.

Faturou  11,5%, em média, no segundo governo Lula.

E, já impaciente, entre 3,5% e 5% agora, sob a gestão Dilma.

Estamos falando de massas de forças nada modestas.

Diferentes modalidades de  fundos  financeiros  somaram  um giro acumulado de R$ 2,4 trilhões no Brasil em 2012.

O valor equivale a mais da metade do PIB em direitos sobre a riqueza real  --sem triscar o pé no chão da fábrica.

Não é um país à parte. Mas se avoca   mordomias  equivalentes às desfrutadas pelas tropas de ocupação.

Entre elas, rendimentos sempre superiores  à variação do PIB, portanto, em detrimento de fatias alheias. E taxas de retorno inexcedíveis  -- dividendos  permanentes de dois dígitos, por exemplo--   a impor um padrão de retorno incompatível com a urgência do novo ciclo de investimento que o Brasil reclama.

Não se mantém uma tensão desse calibre sem legiões armadas.

Pelotões de estrategistas, exércitos de consultores, artilharias  acadêmicas, bancadas legislativas, cavalarias midiáticas  e aliados  internacionais  operam  a  seu serviço.

O conjunto  entrou  em prontidão máxima.

Um pedaço da hegemonia que vai ditar  o novo  arranjo macroeconômico  será decidido nas eleições de outubro.

O embate  escorre do noticiário especializado (isento como uma nota de três reais)  para os espaços onde os cifrões são traduzidos em duelos entre o bem e o mal, entre  corruptos e salvadores da pátria,  intervencionistas e liberais, desgoverno  e eficiência.

Daí  são mastigados para o varejo do martelete conservador.

Nesse ambiente de beligerância em que o governo  parece falar sozinho, a explosão de demandas  que buscam  carona na  visibilidade  da Copa do Mundo, apenas reafirma uma transição de ciclo, incapaz de ser equacionado por impulsos corporativos ou bandeiras avulsas, ainda que justas  (leia mais sobre esse tema no blog do Emir).

‘Não vai ter Copa’  figura como o arremedo de uma unidade tão frágil quanto a aritmética subjacente à ideia de que os males do país se resolvem com os  R$ 8 bilhões financiados às arenas do torneio  --que serão pagos, ressalte-se.

No evento da sexta-feira, em São Paulo, Lula lembrou aos blogueiros que desde que começaram as obras  da Copa, em 2010, o governo investiu  R$ 825 bi em saúde e educação.

E, todavia, a escola pública e o SUS persistem com as lacunas sabidas.

O buraco  é mais amplo.

O Brasil se confronta com o desafio de realizar  grandes reformas  que lhe permitam  erguer as linhas de passagem entre o inadiável  e o viável  num novo ciclo de crescimento.

Menos que isso é  dar  à edição conservadora  suprimentos  para martelar  a ideia de uma sociedade  em decomposição.

Durante muito tempo a percolação desse veneno  teve na comunicação do governo um filtro complacente.

Agora se sabe que essa inércia escavou também um corredor contagioso no ambiente cultural, a ponto de tornar adicionalmente  opressivo  o ar desta sucessão presidencial.

Um pequeno exemplo ilustra  os demais.

Em entrevista recente à televisão portuguesa, o cantor Ney Matogrosso esboçou um cenário de terra arrasada  para descrever o Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=DqJ0kF1_oL0. De sobremesa, soltou agudos de visceral rejeição à política, aos políticos e  ao PT.

O problema não é um  cantor  deblaterar contra o governo.

O problema é a ausência de contraponto  ao redor, num momento em que interesses graúdos se empenham em vender a tese de que a melhor saída para o Brasil é andar para trás.

Em diferentes capítulos  da história do país,  o prestígio de seus  intelectuais e artistas  foi decisivo no repto ao cerco asfixiante  com o qual o conservadorismo  tentava, como  agora, legitimar, ou impor,  a receita de arrocho subjacente as suas propostas para os impasses nacionais.

Antes tarde do que nunca, o PT e suas maiores lideranças correm contra o tempo para corrigir o gigantesco erro político que foi subestimar  o papel  de uma mídia  plural na luta pela ampliação da democracia  brasileira .

Passa da hora de acordar também para a necessidade de reativar o diálogo com círculos intelectuais e artísticos, cujo protagonismo  foi  igualmente subestimado por uma concepção   mecânica e economicista de desenvolvimento.

O sequestro  da opinião pública pelo denuncismo conservador   --que radicalizou um clima de indiferença e prostração semeado pelo próprio recuo do PT no ambiente intelectual -- evidencia o  tamanho do equívoco cometido.

Leia, abaixo, a manifestação do cineasta Jorge Furtado (diretor do recém  lançado ‘Mercado de Notícias’ e Urso de Prata em Berlim, em 1990, com ‘Ilha das Flores’)  sobre  esses acontecimentos, que marcam e vão marcar o ar pesado da disputa eleitoral de 2014.

'A mim não enrolam' , diz o diretor gaúcho que questiona em  seu blog a tese de que o Brasil  nunca esteve tão mal: pior em relação a quando e, sobretudo, para quem, argui.http://casacinepoa.com.br/)

O desafio do campo progressista é expandir essa argúcia solitária.

A íntegra do texto de Jorge Furtado:

"Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.

Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.

Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. 

Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?

Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. 

Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa "voltar ao 'normal '", como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se "normal" fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?

A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.

A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?"